Tensões geopolíticas na América do Sul reacendem debate sobre hegemonia dos EUA

Publicado por Albry Alves em 03/01/2026 às 18:36



Ao conhecer um pouco da Venezuela e de seu povo — que possui ampla consciência do que ocorre em seu país — é impossível não relacionar os acontecimentos desta madrugada de sábado, envolvendo o sequestro de um presidente, com a atuação daquele que se autointitula a “polícia do mundo”: Donald Trump, sob o slogan de uma “América Forte”.

Esse episódio remete ao que ocorreu quando João Goulart buscou dialogar com a China de Mao Tsé-Tung, no início da década de 1960, e o então presidente norte-americano Lyndon Johnson decidiu intervir no Brasil sob o pretexto de “salvar o país do comunismo”. Hoje, vemos esse mesmo filme se repetir.

A consciência popular venezuelana recebe de braços abertos os investimentos da China em tecnologia, do Irã na exploração do petróleo — que hoje representa a maior reserva do mundo — além da aquisição de tecnologia bélica da Rússia. Esse alinhamento abala diretamente a suposta hegemonia americana, especialmente sob Trump, que depende dessa lógica de dominação econômica para sustentar o poder global dos Estados Unidos.

Donald Trump não é um político tradicional, mas um empresário e negociador experiente. Ele faz exatamente o que os Estados Unidos sempre fizeram: buscar dominar o mundo. Nada disso é improvisado. Trata-se de uma estratégia historicamente planejada pela CIA e por grandes financiadores americanos, cujo objetivo é impedir que o petróleo e outros recursos estratégicos fortaleçam a economia chinesa — hoje já uma superpotência global.

Os Estados Unidos são mestres em criar narrativas e mentiras para justificar intervenções, tomar o controle de países e subjugar nações inteiras. Não se deve acreditar que Trump interferirá em eleições, inclusive na brasileira, por acaso. Ele o faz para proteger interesses econômicos e geopolíticos.

Mesmo com sanções, prisões de presidentes e o discurso de combate ao narcotráfico, essa narrativa não convence mais nem o taxista de Caracas, que afirma: “Já passamos pela pior parte, agora é só subir. Minha consciência, Trump não compra.”

O que está realmente em jogo é o fortalecimento do BRICS — cujo banco é presidido por Dilma Rousseff —, a adesão da Venezuela a esse bloco e o crescimento acelerado da economia chinesa no cenário mundial. Os Estados Unidos não descansarão enquanto a América do Sul tentar se alinhar a uma economia externa sem seu comando.

Trump está acuado; esta pode ser sua última cartada. O Brasil precisa estar atento a esse “policial do mundo” chamado Estados Unidos.

Fonte : Brasil de Fatos;

Ministério Comunicação;

bahia.ba



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