O Bloco Afro Malcolm X é uma verdadeira instituição da resistência e da beleza negra em Salvador. Chegar ao 29º ano com tamanha vitalidade no Circuito Batatinha é um marco que merece ser celebrado.
O tema “AOSHI – Guerreiras de Daomé” é particularmente potente. Trazer a história das Ahosi (as famosas Amazonas de Daomé) para as ruas do Centro Histórico não é apenas estética; é um resgate histórico profundo sobre a força militar e política das mulheres negras.


Com destaque no desfile:
A Força do Tema: Homenagear as guerreiras que formavam a elite militar do Reino de Daomé (atual Benim) conecta o Carnaval baiano diretamente com a ancestralidade africana de combate e proteção.
Parcerias Estratégicas: O apoio do programa Ouro Negro e do projeto AIYÊ AGIBONA (ACEMA/SEMUR) reforça a importância de políticas públicas para manter viva a tradição dos blocos de matriz africana.

Estética e Identidade: Com a idealização de Albry Anunciação e o toque artístico de Mel Neves e Robson Marques (Bitta) o público certamente verá uma indumentária que equilibra o “brilho e leveza” citados com o rigor histórico das guerreiras.

A celebração do Bloco Afro Malcolm X, continuará no dia 16 de fevereiro na segunda feira ainda percorrendo as ruas da Liberdade. O circuito Mãe Hilda de Jitolu, que é o coração pulsante da identidade negra de Salvador e a casa de muitos dos associados do bloco.
Desfilar na Liberdade, o bairro com a maior população negra da cidade, traz o tema das Guerreiras de Daomé para perto da comunidade, transformando o Carnaval em um verdadeiro quilombo urbano de festa e resistência.
A Relevância do Circuito Mãe Hilda de Jitolu
SECOM.
O Afro Malcolm X é verdadeira beleza e resistência cultural do carnaval.
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