A Informalidade que destrói a economia e dignidade no Brasil

Publicado por Albry Alves em 06/09/2021 às 13:16



O Brasil até que tentou sair do modelo escravista a qual esté país sempre manteve como modo operante e vergonhoso na economia do período colonial; como ultimo país a finalizar oficialmente a escravidão, mas que ainda se aplica em tempos atuais nas fazendas do oeste do Brasil e no agronegócio em algumas instituições privadas, que estão na lista da Secretaria Trabalho com severas multas, qua não desecorajam os donos de cometerem o crime, pois lucrar com mão de obra escrava é prática comum entre eles.

Algums liberais defendem de formar mascarada um empreededorismo, com moldes cruel de informalidade, na justificativa que o país está criando emprego; onde se chegou a tragédia no PIB brasileiro cai 0,1% no 2º trimestre de 2021 após 3 altas consecutivas. O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro teve queda de 0,1% no segundo trimestre deste ano, e sem perpectiva de subida.

Trágedia criada pela informalidade no Brasil

A informalidade atrasa o desenvolvimento econômico do país por diversas razões. A primeira é que este cenário contribui para endossar o rombo das contas públicas. Como não possui registro, o trabalhador em situação de informalidade não contribui com a Previdência Social, por exemplo. Só em 2018, as despesas do sistema superaram a arrecadação em 195,2 bilhões de reais – uma alta de 7% em relação ao ano anterior.

“A reforma de Previdência aprovada recentemente já deu um certo alívio para as contas do governo, mas, hoje, está muito claro que precisamos de grandes esforços para manter uma previdência minimamente equilibrada”, À medida que temos um aumento da informalidade, aumenta, também, a necessidade de ações para equilibrar esse sistema”, explica os economistas nos bastidores.

Além disso, a produtividade do trabalho informal normalmente é inferior à do trabalho formal, e elevar a produtividade do mercado de trabalho, que é uma maneira de fazer a economia crescer de forma sustentável.

Os profissionais que atuam de modo informal ficam apartados de serviços do sistema financeiro, como o acesso ao crédito. Se uma pessoa não tem carteira de trabalho ou não consegue comprovar renda, fica difícil tomar um emprétimo ou conseguir aprovação em qualquer outra modalidade de crédito.

A informalidade no mercado de trabalho atingia 41,6% dos trabalhadores do país em 2019, ou 39,3 milhões de pessoas. Entre pessoas ocupadas sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto, a proporção de informais era de 62,4%, mas de apenas 21,9% entre aquelas com ensino superior completo.

As informações constam da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população preta ou parda (47,4%) estava mais inserida em ocupações informais em todas as unidades da Federação, quando comparada à população branca (34,5%).

As atividades que mais concentraram pessoas em ocupações informais, no ano passado, foram serviços domésticos (72,5%), agropecuária (67,2%) e construção (64,5%). Segundo o IBGE, desde 2014, em decorrência do desaquecimento do mercado de trabalho, houve ampliação relativa das ocupações informais, com destaque para transporte, armazenagem e correio, alojamento e alimentação e construção.

Em 2019, a proporção de trabalhadores em ocupações informais alcançou 61,6% na Região Norte e 56,9% no Nordeste. Por outro lado, as regiões Sudeste e Sul, apresentaram proporções de, respectivamente, 34,9% e 29,1%.

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do país subiu para 40% da população ocupada no trimestre finalizado em maio deste ano. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, entre os 86,7 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, 34,7 milhões eram trabalhadores sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ e aqueles que trabalham auxiliando a família.

A taxa de informalidade de maio é superior aos 39,6% do trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano) e aos 37,6% do trimestre findo em maio de 2020.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 9,8 milhões de pessoas, contingente 6,4% maior (mais 586 mil pessoas) ante a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 24,4 milhões, 3% acima do frente ao trimestre anterior (mais 720 mil pessoas) e 8,7% superior (mais 2 milhões de pessoas) ao trimestre findo em maio de 2020.

Subutilização

A população subutilizada, isto é, os desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 32,9 milhões de pessoas, estável em relação a fevereiro deste ano mas 8,5% superior a maio de 2020 (mais 2,6 milhões de pessoas).

A taxa de subutilização ficou em 29,3% em maio deste ano, estável em relação a fevereiro deste ano e superior aos 27,5% de maio de 2020.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,36 milhões de pessoas) foi recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 6,8% (mais 469 mil pessoas) ante fevereiro deste ano e de 27,2% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação com maio de 2020.

Fonte: IBGE;

Agência Brasil;

Bahia Noticias.



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