O patamar 2 da bandeira vermelha, hoje em R$ 9,49 para cada 100kWh, deve subir para R$ 14,20. Um aumento de quase 50%. Mas o valor deve ser compensado por um bônus que o governo dará aos consumidores que economizarem energia; a ideia do governo, é que o abatimento na conta de luz seja de cerca de R$ 50 a cada 100kWh. Com isso, o valor líquido do bônus, subtraindo-se os R$ 14,20 da bandeira, seria de R$ 35,80 a cada 100kWh. O anúncio deve ser feito pelo MME (Ministério de Minas e Energia) no final da tarde desta 3ª feira (31.ago.2021).
O bônus só deve ser concedido a quem reduzir o consumo entre 10% e 20% em relação a faturas anteriores. Ainda não há detalhes de quais faturas seriam usadas como referência. Se o governo federal seguir a lógica do programa de incentivo de redução ao consumo para órgãos federais, estabelecido pelo pelo Decreto 10.779/2021.

Apesar de ser uma tentativa de solução mais imediata para o momento mais grave da crise, esperado para o período de setembro a novembro, especialistas e as próprias distribuidoras consideram que o governo vai apenas adiar o problema. As concessionárias não falam abertamente,mas neste momento a medida é tão somente paliativa e sem horizonte de solução.
A medida mais urgente, para evitar um apagão em pleno verão, seria um programa de racionamento. Mas, por se tratar de um ano pré-eleitoral, o governo evita a todo custo. A implantação do programa de bônus, segundo especialistas, traz outro problema: o custo disso para o sistema. Na última coletiva de imprensa, na semana passada, o Ministério de Minas e Energia sinalizou que deve sair dos encargos cobrados na conta de luz. Dessa forma, todos os consumidores que não reduzirem o consumo custeariam essa bonificação. “O governo vai atacar em duas frentes: subindo o preço e dando um bônus para disfaçar um almento do valor da conta para o consumidor.
Essa será mais uma medida tomada pelo governo federal para enfrentar a grave crise hídrica no país, que deve atingir seu ponto mais alto em novembro, no final do período de estiagem, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste devem ficar abaixo de 11% da sua capacidade.
Fonte : Poder 360;
Ministério Minas e Energia
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