{"id":5436,"date":"2023-09-20T20:23:29","date_gmt":"2023-09-20T23:23:29","guid":{"rendered":"http:\/\/dialogopublicoba.com.br\/?p=5436"},"modified":"2023-09-20T20:50:22","modified_gmt":"2023-09-20T23:50:22","slug":"africa-e-a-urgencia-em-se-construir-pan-africana-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/?p=5436","title":{"rendered":"\u00c1frica e a urg\u00eancia em se construir pan-africana popular"},"content":{"rendered":"<p>A agenda imperialista continua a fazer-se sentir na \u00c1frica atrav\u00e9s da interfer\u00eancia das pot\u00eancias globais. N\u00e3o s\u00f3 as na\u00e7\u00f5es ocidentais, mas tamb\u00e9m, e cada vez mais, as na\u00e7\u00f5es n\u00e3o ocidentais e as empresas transnacionais imp\u00f5em, ami\u00fade, acordos comerciais nocivos e preconizam pol\u00edticas neoliberais que prejudicam as economias locais e fomentam a depend\u00eancia no capitalismo global. Essas press\u00f5es econ\u00f4micas lesam a autonomia das na\u00e7\u00f5es africanas e perpetuam um ciclo de depend\u00eancia na ajuda estrangeira.<\/p>\n<p>A ascens\u00e3o de governos populistas, autocr\u00e1ticos e n\u00e3o democr\u00e1ticos por todo o continente africano \u00e9 uma tend\u00eancia consternadora. Alguns desses regimes nasceram da colabora\u00e7\u00e3o com as pot\u00eancias ocidentais e o capitalismo global ou surgiram sob a influ\u00eancia dos mesmos e, apesar de reivindicarem virem dar poder \u00e0s classes capitalistas locais, a hist\u00f3ria j\u00e1 comprovou que essas elites est\u00e3o intimamente ligadas aos capitalistas globais aos quais servem. \u00c9 evidente que essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 exacerba a desigualdade, como tamb\u00e9m funciona como um trav\u00e3o ao progresso verdadeiro e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das na\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\n<p><strong>:: Por que os africanos queiman bandeiras Francesas e gritam Putin::<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar a persist\u00eancia do extrativismo como paradigma de desenvolvimento dominante no continental, um modelo que, controlado e supervisionado pelas transnacionais (TNC), consiste na explora\u00e7\u00e3o abusiva dos recursos minerais e, consequentemente, \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de capital \u00e0 custa das comunidades locais da periferia do mundo.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica Austral (e no Sul Global, mais genericamente), esse fen\u00f4meno manifesta-se na perpetua\u00e7\u00e3o de uma depend\u00eancia na exporta\u00e7\u00e3o de mercadorias, como culturas de rendimento e minerais, em detrimento de produ\u00e7\u00e3o para responder \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es e respeitar o ambiente. Normalmente, as empresas transnacionais beneficiam do apoio de acordos de com\u00e9rcio e energia que lhes facultam uma certa medida de impunidade e lhes permitem perpetrar os mais variados crimes econ\u00f3micos, incluindo fluxos financeiros il\u00edcitos, evas\u00e3o remunerat\u00f3ria e outras pr\u00e1ticas danosas. Esses acordos proporcionam \u00e0s transnacionais condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis que lhes permitem contornar as normas nacionais com o m\u00ednimo de penaliza\u00e7\u00f5es. A anula\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es conducentes ao exerc\u00edcio do poder e da impunidade das empresas transnacionais gera um meio favor\u00e1vel \u00e0 instabilidade, ao conflito e, at\u00e9, a conflagra\u00e7\u00f5es mais graves.<\/p>\n<p><strong>Os desenvolvimentos na \u00c1frica Ocidental no Sael<\/strong><\/p>\n<p>O decl\u00ednio das aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas no Sael est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 influ\u00eancia de longa data do sistema Fran\u00e7a Africa. Os interesses geopol\u00edticos e as disputas entre o &#8220;Ocidente&#8221;\u00a0e a R\u00fassia que\u00a0 complicam tudo, originando acontecimentos desestabilizadores como golpes de estado, por exemplo, o que ocorreu recentemente no N\u00edger, cujo presidente, Mohamed Bazoum, foi deposto.<\/p>\n<p>Embora os golpes militares contradigam claramente os princ\u00edpios democr\u00e1ticos e n\u00e3o sejam recomend\u00e1veis, a situa\u00e7\u00e3o do N\u00edger, tem contornos muito espec\u00edficos. Trata-se de uma a\u00e7\u00e3o militar aparentemente apoiada pela popula\u00e7\u00e3o em geral, desejosa por acabar com uma rela\u00e7\u00e3o prejudicial entre o pa\u00eds e a Fran\u00e7a e, portanto, que parece ter motiva\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas. Essa liga\u00e7\u00e3o entre o N\u00edger e a Fran\u00e7a, sobretudo no que respeita \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos recursos minerais e, mais especificamente, ao ur\u00e2nio, demonstra ser a principal preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O manifesto apoio de um grande segmento da popula\u00e7\u00e3o denuncia uma insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada com a presen\u00e7a da Fran\u00e7a, cuja presen\u00e7a se justifica apenas e s\u00f3 pela necessidade dos recursos naturais, em particular, o ur\u00e2nio, para garantir a sua pr\u00f3pria estabilidade energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem sugira que uma guerra \u00e9 iminente na regi\u00e3o, desencadeada pelos acontecimentos no N\u00edger, com efeito a Fran\u00e7a e algumas na\u00e7\u00f5es da <strong>Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica\u00a0 Ocidental,\u00a0<\/strong>suas aliadas manifestaram interesse numa interven\u00e7\u00e3o militar no pa\u00eds, sob o pretexto de restaurar a ordem democr\u00e1tica e reinstalar Mohamed Bazoum no poder.<\/p>\n<p>Por outro lado, o atual governo marcial no N\u00edger e outros governos de pa\u00edses que sofreram recentemente golpes militares id\u00eanticos contra l\u00edderes com simpatias pela Fran\u00e7a, como o Mali e o Burkina Faso, demonstraram-se dispostos, a n\u00e3o s\u00f3 a intervir, mas tamb\u00e9m a ajudar o N\u00edger a defender a sua integridade territorial, opondo-se a qualquer tentativa de interfer\u00eancia armada por parte do estrangeiro.<\/p>\n<p>Numa declara\u00e7\u00e3o emitida pelo seu Secret\u00e1rio-geral, o Partido dos Trabalhadores da Arg\u00e9lia condena as amea\u00e7as de interven\u00e7\u00e3o militar estrangeira no N\u00edger, &#8220;Conhecemos bem os interesses ao desejo do imperialismo dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia de intervir militarmente no N\u00edger. Utilizam a legitimidade constitucional, tal como utilizaram a democracia e os direitos humanos como justifica\u00e7\u00e3o para as interven\u00e7\u00f5es militares criminosas na L\u00edbia, no Iraque, no Afeganist\u00e3o, no I\u00e9men e da\u00ed por diante. Para o imperialismo dos EUA e da UE, importa \u00fanica e exclusivamente continuar a pilhar a riqueza do N\u00edger, enquanto a popula\u00e7\u00e3o se v\u00ea desprovida das condi\u00e7\u00f5es de vida mais b\u00e1sicas e mergulhada na mais absoluta pobreza. Importa igualmente impor a manuten\u00e7\u00e3o de uma presen\u00e7a militar multinacional no N\u00edger&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos interessantes s\u00e3o as teses de uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o do Grupo Wagner, uma empresa militar privada apoiada pelo Estado russo em defesa do regime golpista e contra a influ\u00eancia francesa, embora tais cen\u00e1rios sejam agora menos prov\u00e1veis, dada a morte do respectivo l\u00edder, Yevgeny Prigozhin. A eventual deflagra\u00e7\u00e3o do conflito na regi\u00e3o com o envolvimento de mais de uma d\u00fazia de pa\u00edses levanta s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es. A acontecer, esse desenvolvimento pode muito bem favorecer o imperialismo ocidental, dado a hist\u00f3ria nos mostrar claramente que explora\u00e7\u00e3o de recursos no continente africano tende a prosperar em tempos de guerra.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5437\" src=\"http:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/niger-coup-sahel-france-us-colonialism-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/niger-coup-sahel-france-us-colonialism-300x169.jpg 300w, https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/niger-coup-sahel-france-us-colonialism-768x432.jpg 768w, https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/niger-coup-sahel-france-us-colonialism-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/niger-coup-sahel-france-us-colonialism.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>A insurrei\u00e7\u00e3o da juventude na Africa<\/strong><\/p>\n<p>Aparentemente a apoiar os regimes p\u00f3s-golpe, a insurrei\u00e7\u00e3o da juventude nesta regi\u00e3o reflete uma gera\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o se disp\u00f5e a aceitar o status quo, mas, pelo contr\u00e1rio, procura desafiar os regimes corruptos e exigir que os seus l\u00edderes assumam as responsabilidades. As redes sociais e as plataformas de comunica\u00e7\u00e3o digital foram preponderantes na mobiliza\u00e7\u00e3o e galvaniza\u00e7\u00e3o dos jovens ativistas dentro e fora das fronteiras, instilando neles o esp\u00edrito de solidariedade e de a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Unindo-se para tornar a sua voz mais sonante, a juventude do Sael insta a uma governa\u00e7\u00e3o inclusiva, a institui\u00e7\u00f5es transparentes e ao fim da corrup\u00e7\u00e3o, bem como a que se impe\u00e7a a Fran\u00e7a de interferir nos assuntos internos e de saquear os recursos minerais do seu pa\u00eds. Os jovens organizaram mesmo a\u00e7\u00f5es de protesto prolongadas diante da embaixada francesa em Niamey, no N\u00edger, que culminaram na &#8220;ocupa\u00e7\u00e3o&#8221;\u00a0e destrui\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A insurrei\u00e7\u00e3o da juventude na \u00c1frica Ocidental e no Sael atesta bem o poder da a\u00e7\u00e3o coletiva e da cren\u00e7a de que o futuro da regi\u00e3o est\u00e1 nas m\u00e3os da sua popula\u00e7\u00e3o juvenil. Apesar de estar a decorrer, a luta j\u00e1 marca um momento decisivo na hist\u00f3ria da regi\u00e3o que tra\u00e7a o caminho para uma sociedade mais democr\u00e1tica, inclusiva e justa.<\/p>\n<p>Mas subsiste a preocupa\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o forem bem orientados do ponto de vista ideol\u00f3gico, estes jovens poder\u00e3o muito bem ser terreno f\u00e9rtil para movimentos e grupos de extrema-direita ou, at\u00e9, com tend\u00eancias jihadistas. \u00c9 urgente que os movimentos sociais e outros grupos progressistas ajam no sentido de cultivar a consci\u00eancia pol\u00edtica nestes jovens para, desse modo, os motivar a adoptar uma agenda progressista.<\/p>\n<p><strong>A insurg\u00eancia e o fundamentalismo &#8220;Isl\u00e2micos&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A insurg\u00eancia isl\u00e2mica, cujo reduto original se encontrava na \u00c1frica Ocidental, expandiu a sua presen\u00e7a para a \u00c1frica Austral, deixando o norte de Mo\u00e7ambique a ferro e fogo desde 2017. As motiva\u00e7\u00f5es variam, mas identificam-se dois fios condutores: conflitos de recursos e exclus\u00e3o socioecon\u00f3mica dos cidad\u00e3os de oportunidades pol\u00edtica e econ\u00f3micas.<\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique, na raiz do problema parecem estar a frustra\u00e7\u00e3o e a marginaliza\u00e7\u00e3o da juventude a quem \u00e9 negado o acesso a uma participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica econ\u00f3mica significativa. O desespero que da\u00ed resulta conduz os jovens a aderir a ideologias extremistas e a recorrer \u00e0 viol\u00eancia para conseguir obter reconhecimento e mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>A resposta mais comum \u00e0 exacerba\u00e7\u00e3o destes conflitos passou a ser a interven\u00e7\u00e3o estrangeira, sobretudo, das for\u00e7as ocidentais, nomeadamente, francesas. No caso de Mo\u00e7ambique, a presen\u00e7a de tropas russas da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da \u00c1frica Austral) e do Ruanda s\u00f3 agudiza a complexidade da situa\u00e7\u00e3o. As for\u00e7as estrangeiras assumem geralmente a lideran\u00e7a em nome da luta contra os jihadistas e o terrorismo. Embora possa ajudar a resolver amea\u00e7as imediatas \u00e0 seguran\u00e7a, a mobiliza\u00e7\u00e3o de tropas estrangeiras tamb\u00e9m suscita o receio de que traga com ela interesses estrangeiros para influenciar os assuntos locais. Substituir os ex\u00e9rcitos locais por for\u00e7as externas pode exacerbar inadvertidamente as tens\u00f5es existentes e criar depend\u00eancia na ajuda e no apoio militar do exterior.<\/p>\n<p>Para percebermos o que est\u00e1 na base destas insurg\u00eancias, temos de adoptar uma abordagem abrangente sobre o desenvolvimento socioecon\u00f3mico, a capacita\u00e7\u00e3o da juventude e a integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Proporcionar oportunidades para a inclus\u00e3o econ\u00f3mica e a participa\u00e7\u00e3o significativa na governa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de reduzir o apelo das ideologias extremistas e, assim, diminuir a margem para a viol\u00eancia e o conflito.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5438\" src=\"http:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/what-is-pan-africanism-1-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/what-is-pan-africanism-1-300x180.jpg 300w, https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/what-is-pan-africanism-1.jpg 583w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>A urg\u00eancia de construir uma agenda pan-africana popular<\/strong><\/p>\n<p>Entre estes desafios, o continente requer um projeto pan-africanista popular que uma os movimentos sociais e os intelectuais progressistas. Tal projeto almejaria a resistir a projetos imperialista e neoliberais e a contrapor governos antidemocr\u00e1ticos e desfavor\u00e1veis para os pobres.<\/p>\n<p>Trabalhadores com diferentes interesses t\u00eam de colaborar e forjar alian\u00e7as pelo desenvolvimento sustent\u00e1vel e a prote\u00e7\u00e3o da soberania. \u00c9 preciso criar uma agenda pan-africanista popular e progressista que procure a uni\u00e3o, a solidariedade e a autodetermina\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica para todos os africanos. Que aborde as injusti\u00e7as hist\u00f3ricas, as disparidades econ\u00f3micas e os desafios pol\u00edticos, sempre com a vis\u00e3o de uma \u00c1frica unida e pr\u00f3spera. Para isso, \u00e9 preciso erradicar a pobreza e a desigualdade, garantir uma distribui\u00e7\u00e3o justa dos recursos (especialmente, da terra e dos bens de produ\u00e7\u00e3o), educa\u00e7\u00e3o de qualidade, cuidados de sa\u00fade e habita\u00e7\u00e3o, entre outros elementos fundamentais.<\/p>\n<p><strong>Desafios Pan-Africanismo<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 pol\u00edtica, a agenda defende uma lideran\u00e7a respons\u00e1vel e a participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os para l\u00e1 das urnas. Promove a integra\u00e7\u00e3o regional e uma verdadeira liberdade de circula\u00e7\u00e3o. Relativamente ao ambiente, h\u00e1 que dar prioridade \u00e0 agricultura sustent\u00e1vel, \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o amiga do ambiente e a meios de produ\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental capacitar os jovens atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e da gera\u00e7\u00e3o de empregos. Resolver a d\u00edvida externa e promover a soberania econ\u00f3mica s\u00e3o prioridades para conquistar o controlo sobre os recursos e as pol\u00edticas. A solidariedade global para com os intelectuais e os movimentos progressistas destaca a interliga\u00e7\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o africana com as lutas pela justi\u00e7a global.<\/p>\n<p>Na sua ess\u00eancia, uma agenda pan-africanista de base tem de se enraizar inextricavelmente no anti-imperialismo e no anticolonialismo, tudo, sob uma robusta perspectiva feminista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte : Brasil de Fato<\/p>\n<p><strong>\u00a0Autor<\/strong>\u00a0 :\u00a0\u00a0<em>Boaventura Monjane\u00a0\u00e9 jornalista e ativista mo\u00e7ambicano, com doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A agenda imperialista continua a fazer-se sentir na \u00c1frica atrav\u00e9s da interfer\u00eancia das pot\u00eancias globais. 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