{"id":4797,"date":"2022-10-08T13:18:46","date_gmt":"2022-10-08T16:18:46","guid":{"rendered":"http:\/\/dialogopublicoba.com.br\/?p=4797"},"modified":"2022-10-08T13:19:02","modified_gmt":"2022-10-08T16:19:02","slug":"outubro-rosa-mulheres-que-superaram-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/?p=4797","title":{"rendered":"Outubro Rosa Mulheres que Superaram C\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>A fisioterapeuta Roberta Perez, especializada na \u00e1rea cardiorrespirat\u00f3ria, estava h\u00e1 anos sem ir ao m\u00e9dico, s\u00f3 me consultava quando ca\u00eda gripada entre um plant\u00e3o e outro. Vivia um estresse constante, me alimentava super mal e tinha p\u00e9ssimos h\u00e1bitos\u201d.<\/p>\n<p>Mas, ao ler uma publica\u00e7\u00e3o na internet, de uma conhecida contando que estava com c\u00e2ncer de mama aos 26 anos, ela ficou assustada. \u201cDecidi que marcaria alguns m\u00e9dicos. Enrolei muito e fazia o autoexame como forma de me sentir menos culpada, mas esse gesto fez toda a diferen\u00e7a na minha vida.\u201d<\/p>\n<p>Um dia ela sentiu um n\u00f3dulo. \u201cNa mesma hora acendeu o alerta, procurei um mastologista, que na avalia\u00e7\u00e3o,por eu ser jovem e sem hist\u00f3rico familiar, n\u00e3o se preocupou tanto com o caso, mas levou em considera\u00e7\u00e3o a minha ang\u00fastia e pediu uma bi\u00f3psia. Foi assim que descobri um c\u00e2ncer de mama aos 27 anos.\u201d<\/p>\n<p>Durante o tratamento de quimioterapia, em 2016, ela decidiu que mudaria de h\u00e1bitos. \u201cComecei a caminhar na quinta sess\u00e3o e terminei a 16\u00aa sess\u00e3o com corrida de 8 quil\u00f4metros. Descobri na atividade f\u00edsica uma maneira de me empoderar como paciente e de esquecer um pouco dos problemas.\u201d<\/p>\n<p>Ela fez a mastectomia bilateral e tr\u00eas cirurgias nas mamas.Tamb\u00e9m tumor benigno no ov\u00e1rio que resultou na perda de um org\u00e3o e uma tropa.\u00a0Tive depress\u00e3o p\u00f3s-tratamento, porque me sentia perdida e n\u00e3o me encaixava mais na vida que eu tinha. Compreendi que o maior desafio que j\u00e1 enfrentei era o prop\u00f3sito da minha vida e, em 2018, fiz uma transi\u00e7\u00e3o de carreira e comecei a trabalhar na causa do c\u00e2ncer\u201d. Hoje, aos 33 anos, ela \u00e9 empreendedora na causa do c\u00e2ncer e fundadora do Portal Vai por mim, que oferece acolhimento e informa\u00e7\u00e3o aos pacientes de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Roberta conta que, como n\u00e3o queria ter filhos, optou por n\u00e3o congelar \u00f3vulos. Al\u00e9m disso, e por conta do tratamento e com os problemas ginecol\u00f3gicos, os m\u00e9dicos a alertaram, em 2020, que ela n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de engravidar. \u201cN\u00e3o sei se me impressionei com a not\u00edcia, mas sonhei que tinha uma filha chamada Helena. Tr\u00eas meses depois desse sonho, tentando evitar uma gravidez, engravidei de forma natural. Optamos por descobrir o sexo apenas no parto, e no dia 12 de setembro de 2021 meu sonho virou realidade e dei \u00e0 luz a minha sorridente Helena.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4798\" src=\"http:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/99_155_noticia_g-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/99_155_noticia_g-300x168.jpg 300w, https:\/\/dialogopublicoba.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/99_155_noticia_g.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3><strong>SINTOMAS<\/strong><\/h3>\n<p>O n\u00f3dulo, como o que a Roberta encontrou no autoexame, \u00e9 um dos sintomas do c\u00e2ncer de mama. Qualquer altera\u00e7\u00e3o notada na palpa\u00e7\u00e3o ou autoexame das mamas como n\u00f3dulos e \u00e1reas endurecidas s\u00e3o sinais que devem ser investigados. Outros sintomas s\u00e3o: altera\u00e7\u00f5es no formato da mama como abaulamentos, invers\u00e3o do mamilo e retra\u00e7\u00e3o de pele. Sa\u00edda de secre\u00e7\u00e3o transparente ou com sangue pelo mamilo, j\u00e1 as secre\u00e7\u00f5es amareladas, esverdeadas ou amarronzadas tendem a ser benignas.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), o c\u00e2ncer de mama \u00e9 uma doen\u00e7a causada pela multiplica\u00e7\u00e3o desordenada de c\u00e9lulas anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer de mama. Enquanto alguns tipos t\u00eam desenvolvimento r\u00e1pido, outros crescem lentamente. O c\u00e2ncer de mama apresenta v\u00e1rios est\u00e1gios da doen\u00e7a, que variam desde tumor inicial microsc\u00f3pico, tumores acometendo toda a mama, e tumores que invadem outros \u00f3rg\u00e3os, como tecido linf\u00e1tico, f\u00edgado, pulm\u00e3o e ossos. O c\u00e2ncer de mama tamb\u00e9m acomete homens, por\u00e9m \u00e9 raro, representando apenas 1% do total de casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e precocemente, apresentam boa evolu\u00e7\u00e3o, mas cada um deve ser avaliado individualmente. \u201cO tratamento do c\u00e2ncer de mama apresenta diversas etapas, o objetivo \u00e9 destruir o tumor atual, evitar que c\u00e9lulas tumorais se espalharem para outros \u00f3rg\u00e3os e reduzir as chances do tumor voltar no futuro. O tratamento inicia-se pela quimioterapia ou pela cirurgia; algumas carater\u00edsticas tumorais ir\u00e3o guiar o mastologista nessa decis\u00e3o\u201d, explica a mastologista e ginecologista Laura Penteado, tamb\u00e9m obstetra e diretora cl\u00ednica da Theia, cl\u00ednica centrada na sa\u00fade da gestante, que utiliza tecnologia para revolucionar a sa\u00fade da mulher.<\/p>\n<p><strong>Mamografia<\/strong><\/p>\n<p>A detec\u00e7\u00e3o precoce, que pode ser feita por meio da mamografia, \u00e9 o principal exame para rastrear pacientes sem sintomas aparentes, explica a m\u00e9dica especialista em radiologia mam\u00e1ria, Maria Helena Louveira, tamb\u00e9m professora da Escola Brasileira de Medicina.<\/p>\n<p>\u201cO exame de mamografia \u00e9 o principal e o \u00fanico eficaz nos rastreamentos do c\u00e2ncer em pacientes assintom\u00e1ticas. Embora tenhamos muitos estudos em desenvolvimento e novas tecnologias na busca pelo c\u00e2ncer, ainda assim, a mamografia \u00e9 o principal m\u00e9todo. Sabemos que existe um certo desconforto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compress\u00e3o das mamas no equipamento, por\u00e9m, \u00e9 um desconforto r\u00e1pido, que dura em torno a tr\u00eas segundos, algo bem toler\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A especialista refor\u00e7a que o benef\u00edcio supera o inc\u00f4modo. \u201cMesmo com esse inc\u00f4modo moment\u00e2neo, pois a mama \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o sens\u00edvel mesmo, o benef\u00edcio \u00e9 infinitamente maior ao fazer o exame e, eventualmente, detectar um c\u00e2ncer e, com isso, salvar vidas. A dica \u00e9 nunca deixar de fazer o exame e buscar sempre a\u00a0preven\u00e7\u00e3o precoce, pois ela salva\u201d.<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual e a partir dos 30 anos para mulheres de alto risco. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomenda mamografia de rastreamento a partir dos 50 anos e anual a partir dos 35 anos para mulheres de alto risco. Mas, a mamografia diagn\u00f3stica, aquela que \u00e9 solicitada para elucida\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es palp\u00e1veis, deve ser realizada em qualquer idade sempre que necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em casos espec\u00edficos, por\u00e9m, o mastologista pode recomendar outros exames al\u00e9m da mamografia. \u201cAtualmente, com os avan\u00e7os da tecnologia, alguns centros oferecem a tomossintese, um exame 3D que apresenta maior sensibilidade e deve ser realizado em conjunto com a mamografia &#8211; exame 2D &#8211; sempre que poss\u00edvel. Para as mulheres que apresentam alto risco para a doen\u00e7a, tamb\u00e9m realiza-se a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica das mamas como exame de rotina. O ultrassom \u00e9 indicado como rastreamento somente em alguns casos espec\u00edficos, como o de mamas muito densas\u201d, completa a mastologista Laura Penteado.<\/p>\n<p>\u201cMulheres com hist\u00f3rico familiar de c\u00e2ncer de mama s\u00e3o consideradas pacientes de alto risco para desenvolver o tumor e por isso necessitam de um acompanhamento e de uma investiga\u00e7\u00e3o mais detalhada. Recomenda-se que essa mulher realize resson\u00e2ncia magn\u00e9tica anual ap\u00f3s os 25 anos e mamografia ap\u00f3s os 30 anos. Geralmente, em fam\u00edlias com muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que favorecem o aparecimento do c\u00e2ncer de mama (por exemplo, muta\u00e7\u00e3o BRCA 1 e 2) o tumor tende a surgir em idade mais precoce do que nas gera\u00e7\u00f5es anteriores\u201d, alertou a mastologista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte :\u00a0 Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fisioterapeuta Roberta Perez, especializada na \u00e1rea cardiorrespirat\u00f3ria, estava h\u00e1 anos sem ir ao m\u00e9dico, s\u00f3 me consultava quando ca\u00eda gripada entre um plant\u00e3o e outro. Vivia um estresse constante, me alimentava super mal e tinha p\u00e9ssimos h\u00e1bitos\u201d. 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